6 de setembro de 2015

Ver

Da minha "ilha" * vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha "ilha" * é tão grande como outra terra qualquer,

Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
*aldeia - no original de Alberto Caeiro

E o Diogo é já do tamanho do que vê e não do tamanho da sua altura



4 comentários:

  1. Um achado este banco, Marco !
    Dá uma dimensão à imagem incrível !
    E a ALDEIA não podia ter sido melhor escolhida.

    Um abraço.

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    1. é antigo sim, este banco. não é um Novo Banco :)
      Abraço

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  2. O poema é lindo e está muito bem enquadrado na fotografia.

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mimem o Diogo!